domingo, 10 de maio de 2009

«If I'm understanding quantum probability correctly - and please, tell me if I'm not - then the more ways there are to achieve a singular outcome, the less likely that singular outcome will actually happen.»

quarta-feira, 6 de maio de 2009

«Certo dia, estava a pregar um prego na parede para pendurar um quadro. Não o fiz com muito jeito e em vez de bater no prego bati no dedo. A minha mão direita pousou imediatamente o martelo e cuidou da minha mão esquerda. A minha mão direita não disse: "Estás a ver, mão esquerda, estou a cuidar de ti. Nunca te esqueças do que estou a fazer por ti." E a minha mão esquerda não disse: "Mão direita, fizeste-me sofrer. Exijo justiça, passa-me cá esse martelo!"»

«O milagre não é caminhar no ar, ou sobre a água, ou sobre o fogo. O verdadeiro milagre é caminhar sobre a terra.»

Thich Nhat Hanh

segunda-feira, 27 de abril de 2009

«Andamos todos cheios de ideias falsas, e fomos torcidos no coração e nos nossos ideais. Fazem-nos crer que “precisamos” de nos enamorar, e que nem podemos viver antes de encontrar a alma gémea... A realidade é a realidade. Estamos neste mundo por algo, e seguramente não é para andar à procura de alguém.»

o tio

quinta-feira, 23 de abril de 2009

que validade tem
o coração que se exalta

por tudo

quando salta
por ti?

sábado, 18 de abril de 2009

Por entre a massa fulminante de gente, olhando para todos os lados, vertendo por todos os lados, perguntava-se como seria possível que a natureza tivesse a sua forma simples mas especial de harmonizar tudo, como acontecia noutros ambientes, como se lembrava de ter ouvido dizer. Era uma questão que há muito a assombrava, espreitando-lhe por cima do ombro, outras vezes pressionando-lhe as omoplatas com as suas mãos etéreas a apenas uns centímetros da sua pele, forçando-a a arquejar. Naquele momento, enquanto se esforçava para evitar os encontrões, não via qualquer tipo de harmonização, só via vultos, espectros com um objectivo definido mas sem estradas, só terra batida, para o alcançar. E ela não se via com o seu objectivo definido, como os biólogos afirmavam. Limitava-se a inclinar-se para ele, a sentir aquele contacto siamês, ombro com ombro, braço com braço, e esperava que ele a guiasse, que não perdesse o contacto. Junto a uma cafetaria pararam e não se lembra de o cérebro ter recebido a informação de que ele tirara um cigarro, mas instantaneamente meteu a mão na bolsa da mala onde guardava o isqueiro e entregou-lho, precisamente quando ele começava já a praguejar com os fósforos que se recusavam a acender. Nunca acendiam. Ultimamente acontecia-lhe com cada vez mais frequência surpreender-se a reproduzir gestos automatizados e a bloquear a informação que normalmente os desencadeava. Havia demasiada informação no ar. Toda a gente tinha informação para passar, como uma droga, como um jogo de basket mas sem um cesto onde se pudesse enterrar um raciocínio ou uma verdade que ficasse sempre connosco. Pequenos rasgões, solavancos, era tudo o que ouvia. Pessoas a passar, encontrões, vozes...

domingo, 29 de março de 2009


terça-feira, 24 de março de 2009